domingo, 19 de outubro de 2008

Palmeiras 2 X 2 São Paulo


Em clássico quente, São Paulo e Palmeiras empatam no Palestra Itália



Os palmeirenses vislumbravam 70% de chances de vencerem o "Choque-Rei". Os são-paulinos mostravam satisfação com os 30% restantes. Mas o que se viu na tarde deste domingo, no Palestra Itália, foi a igualdade entre as equipes. O empate em 2 a 2 não chega a ajudar muito os dois times, que brigam para se aproximarem do Grêmio, líder do Brasileirão.

Mas o resultado pode ter ganhado contornos diferentes para os dois times. Depois de estar vencendo por 2 a 0, o São Paulo deixou o campo reticente, enquanto o Palmeiras comemorava o empate heróico dentro de casa.

E no duelo entre os técnicos que mais pontuaram no Brasileiro de pontos corridos, comemora mais Vanderlei Luxemburgo, o vice do ranking, que viu seu time chegar aos 55 pontos, apesar de cair para o terceiro posto no campeonato, depois da vitória do Cruzeiro sobre o Atlético-MG por 2 a 0 - a Raposa tem o mesmo número de pontos, mas tem uma vitória a mais (17 contra 16). Muricy Ramalho, por sua vez, mantém o seu time no G-4, agora com 53 pontos.

Na próxima rodada, o Palmeiras enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro. Antes disso, a equipe pega o Argentino Juniors, pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira. Já o São Paulo encara o Vitória, quinta-feira, no Morumbi.

Clima tenso, e São Paulo na frente

Até o torcedor mais otimista não poderia imaginar que o jogo fosse tão quente logo no começo. Com menos de dez minutos, e quando o Palmeiras começava a se aproximar mais do gol do Rogério Ceni, foi o São Paulo que aproveitou melhor a oportunidade que teve.

Em jogada individual, Jean, que nunca havia participado de um “Choque-Rei” pelo time profissional, foi derrubado na área por Léo Lima. Na cobrança, Rogério Ceni marcou e colocou o Tricolor na frente, logo aos seis minutos.

Logo depois, na saída de bola, confusão entre os jogadores. Tentando proteger a volta o camisa 1 são-paulino, os atletas do Tricolor atrasaram a saída de bola do time da casa. No empurra-empurra, Borges e Diego Souza acabaram sendo expulsos pelo árbitro Salvio Spinola.

Preocupado em recompor o meio-campo, Luxemburgo optou por sacar o zagueiro Mauricio para a entrada do meia Evandro, mudando o esquema para o 4-4-2. Muricy, por sua vez, apenas adiantou o volante Hernanes, sem fazer nenhuma substituição.

O jogo ganhou em emoção tanto para palmeirenses quanto para são-paulinos. E Rogério Ceni acabou se destacando na partida com belas defesas. Em uma delas, aos 28 minutos, espalmou um forte chute cruzado de Kléber.

Em outra oportunidade, o goleiro contou com a sorte para livrar a equipe do empate. Aos 36, o travessão ajudou Rogério a manter a barreira, quando Alex Mineiro cabeceou e ainda viu a bola beijar a linha do gol, mas sem entrar totalmente.

Ao São Paulo, restavam os contra-ataques. E foi em um deles que a equipe conseguiu ampliar o placar. Dagoberto, que já tivera um gol anulado corretamente, recebeu na entrada da área, cortou um defensor e bateu no contrapé de Marcos, fazendo 2 a 0, aos 44 minutos.

O reflexo do jogo quente na tarde deste domingo, no Palestra Itália, ficou na súmula do trio de arbitragem. Somente no primeiro tempo, oito cartões foram distribuídos entre palmeirenses e são-paulinos, sendo dois vermelhos - um para cada lado.

Pressão palmeirense e empate

O ambiente quente de primeira etapa prosseguiu no decorrer do jogo. A diferença, porém, foi o número de cartões, que diminuiu. Mas o clima de tensão não deixou de existir. Precisando pelo menos empatar o confronto em casa, Luxemburgo logo queimou suas últimas substituições, com as
entradas de Pierre e Denílson nas vagas de Léo Lima e Sandro Silva, respectivamente.

Sem mexer no time, o São Paulo seguiu tentando se aproveitar quando a defesa do Palmeiras se abria, sempre na velocidade de Dagoberto. Mas a torcida tricolor se empolgava mesmo era com as defesas de Rogério Ceni, testado com freqüência pelo adversário.

Em uma das chances perdidas pela equipe de Alex Mineiro e companhia, o camisa 1 do Morumbi não se intimidou com a habilidade de Kléber e saiu para pegar a bola nos pés do atacante do Palmeiras.

Empurrado pelos torcedores, os alviverdes seguiram apostando contra Ceni. E aos 33 minutos conseguiram, enfim, vencer o capitão tricolor. Em bela jogada de linha de fundo de Denilson, Kléber foi mais veloz que Zé Luis e apenas empurrou a bola para o fundo das redes.

O empate veio logo em seguida, em cobrança de falta de Leandro. Para azar do time de Muricy, a bola ainda desviou na cabeça de Dagoberto antes de entrar: 2 a 2. O gol foi comemorado com uma verdadeira festa, com direito aos reservas invadindo o gramado para abraçar os titulares.



http://globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/0,,CCF22923-9825,00.html

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