sábado, 27 de setembro de 2008

atletico e figueirense

O Figueirense tem a pior defesa do Brasileirão: já levou 55 gols. Mas ela funcionou contra o Atlético-MG no Mineirão, segurando o empate em 0 a 0 e conseguindo um ponto importante para o time na briga contra o rebaixamento. Esta foi a quinta vez em que os catarinenes não levaram gol no campeonato e o segundo jogo sob o comando do técnico Mário Sérgio.

O Atlético-MG, que ainda tem preocupações na parte de baixo da tabela de classificação, foi a 34 pontos (ainda em 12º lugar), contra 26 do Vasco, o primeiro entre os que seriam rebaixados hoje. O Figueirense foi a 29, mantendo-se na 15ª colocação. Na próxima rodada, os dois times jogam no sábado fora de casa. Os mineiros enfrentam o Palmeiras em São Paulo, às 16h, e os catarinenses encaram o Vasco no Rio de Janeiro, às 18h20m.

Bola na trave logo no começo

O Galo conseguiu acertar a trave logo no primeiro minuto, em uma cabeçada de Renan Oliveira após cruzamento de Marques. Apesar do susto, o Figueirense alcançou seu objetivo de cozinhar a partida, deixando-a em ritmo lento. E ameaçou duas vezes: num chute de longe de Marquinho e numa cabeçada de Bruno Sales que parou em boa defesa de Juninho.

O time mineiro dependia das jogadas pelas pontas, sobretudo com Marques. Foi ele quem teve nos seus pés a melhor chance do primeiro tempo. Recebeu sozinho na área, aos 28 minutos, mas ficou procurando um companheiro para quem pudesse tocar a bola, em vez de tentar a conclusão a gol. Arriscou o passe e errou feio.

Como Mariano tinha pouco sucesso nas investidas ao ataque, o Atlético procurava mais César Prates. Em sua melhor jogada, ele fez um cruzamento na cabeça de Lenilson, que, na pequena área, concluiu para fora.

Pet entra em campo, mas pouco faz

No segundo tempo, o técnico Marcelo Oliveira não esperou muito tempo para pôr Petkovic em campo. O meia entrou junto com Castillo nos lugares de Márcio Araújo e Lenilson, deixando o time com um esquema tático mais ofensivo.

Com dificuldade de entrar na área, o Atlético-MG passou a marcar a saída de bola adversária, em vez de esperar no campo de defesa, como no primeiro tempo. O Figueirense manteve o seu estilo, procurando tocar a bola no meio-campo e esperando o tempo passar. Marquinho, que voltou ao time após um mês e meio se recuperando de lesão, foi quem fez melhor esse papel.

O Galo demorou para assustar o Figueirense na segunda etapa. A primeira boa chance só veio aos 26 minutos. Elton, que acabara de entrar no lugar de Serginho, deu bom passe para Renan Oliveira, que encobriu o goleiro Wilson num cruzamento. Castillo ainda tentou cabecear, mas a bola foi para a linha de fundo.

Com Petkovic pouco inspirado, o Atlético-MG não soube superar a marcação do Figueirense e ouviu vaias da torcida. Mesmo sem correr muitos riscos, o técnico Mário Sérgio ainda reforçou o seu sistema defensivo aos 38 minutos, trocando Ramon por Jackson.

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